Jornalismo assistido pelo cidadão

Depois de ver sta apresentação, voltei a reflectir sobre este conceito tão polémico e que é o jornalismo do cidadão. Se para uns é pacífico, para outros nem por isso. João Canavilhas é um deles. Defende que se não há medicina do cidadão ou arquitectura do cidadão, também não há jornalismo do cidadão. Tem toda a razão, porém, o cidadão pode ser uma parte determinante do processo. Pode auxiliar um médico, um arquitecto, ainda que não tenha competências. Quem as tem, assume a responsabilidade, isto é, dar credibilidade ao processo, enquanto é assistido por outros actores que não sejam experts.

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Estudando as rotinas de produção…

Em pleno terreno e com o foco no online, tropeço neste vídeo. É sempre bom para limpar eventuais deslumbramentos tecnológicos que possam surgir pelo caminho. Um back to the reality ou the old days ou the beginning ou the starting point.

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Origens e evolução do ciberjornalismo de proximidade em Portugal

Foi com esta comunicação, feita no Ágor@ a convite da organização, que deixei alguns dados entretanto recolhidos para a tese:

Entrevista após a comunicação.

Dois dias que serviram para reunir aos poucos investigadores portugueses da imprensa regional e do jornalismo de proximidade, alguns espanhóis. Foi ainda um momento determinante para se dar o primeiro passo, formal, para a constituição de um grupo de investigação nesta área.

Actualizado a 30 de Abril, 19h00, com informações do Local Media PT:
Ágor@: Ciberjornalismo de Proximidade
Ágor@: Ética, estratégias e futuro para a imprensa regional

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Pioneiros do ciberjornalismo de proximidade

Estamos perante um território praticamente desconhecido. Exceptuando alguns contributos já existentes (Granado, 2002, Bastos, 2010), o processo de transição da imprensa regional para a Internet é uma história ainda por contar.

Pesquisas e observações a cerca de 200 ciberjornais regionais depois, foi possível apurar uma breve lista daqueles a que decidimos chamar de pioneiros. Pelo menos são as evidências mais longínquas que nos foi possível apurar, entre os 270 registos de publicações regionais (jornais, nativos digitais e televisões online) com periodicidade de diária a semanal.

Distrito Domínio

Registo

Ciberjornal

Porto voz-portucalense.pt

1996

1996

Coimbra diariocoimbra.pt

1996

1998

Portalegre jornalfontenova.com

2003

1997

Santarém oribatejo.pt

1997

1998

Aveiro correiodeazemeis.pt

1997

1998

Leiria regiaodeleiria.pt

1997

1996*

Coimbra asbeiras.pt

1997

1998

Faro jornaldoalgarve.pt

1998

1998

* Criado num domínio independente.

A não perder os próximos capítulos desta história 😉

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Dez ideias sobre jornalismo aberto

É mais um conceito a juntar à já vasta lista. Olhando bem para ele dir-se-á, mais uma vez, que é jornalismo (ponto). Mudam-se os tempos e as ferramentas, mas não a essência. O público sempre pôde participar, a questão é que actualmente tem mais e previligiados meios para o fazer.

Voltando ao conceito que motiva esta nota, aqui ficam aquelas que são as 10 ideias-chave do jornalismo aberto, segundo o director-chefe do The Guardian, Alan Rusbridger:

1. Incentiva à participação. Convida e/ou permite aos utilizadores comentarem.
2. Não é uma forma inerte da publicação do ‘nós’ para ‘eles’.
3. Incentiva os outros a participar do debate. Nós podemos ser seguidores ou líderes. Importante envolver o outro no pré-publicação.
4. Ajuda a construir comunidades de interesses em torno de temas, questões ou indivíduos.
5. Abre a web. ‘Linka’ para e colabora com outros materiais (incluindo serviços) presentes na web.
6. Adiciona e/ou edita [curadoria] o trabalho dos outros.
7. Reconhece que os jornalistas não são as únicas vozes com experiência, autoridade e interesse.
8. Aspira a alcançar e reflecte a diversidade, bem como promove valores comuns.
9. Reconhece que a publicação pode ser o início do processo jornalístico em vez do seu fim.
10. É transparente e aberto a desafios. Inclui esclarecimento, correcção e adição ou suplemento.

Via Poynter.

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Imprensa regional em Portugal

São 259 as publicações, com peridiocidade diária a semanal, que constam nos registos da ERC. Após a morosa tarefa de pesquisar informações sobre cada uma delas, chegamos ao fim com muitas interrogações.

Conhece alguma das que se seguem? Tem informações sobre ela(s)? Partilhe-as 😉

Jornal Açores 9 (publica-se?) publica-se; Açores
AO Online (publica-se?; onde?) publica-se; Açores; aparentemente é um segundo registo do Açoriano Oriental (edição digital)
Ás, O (distrito de Beja; publica-se?)
Bancada Central (Porto; publica-se?) publica-se
Cávado Jornal (surge como site de rádio; distrito Braga; publica-se?) publica-se
Centro (publica-se?; onde?) Coimbra; descontinuado
Correio de Fafe, O (distrito Braga; no Facebook diz que foi suspensa; publica-se?) publica-se
Defesa da Beira (distrito Viseu; publica-se?) publica-se; não tem site (nunca teve?)
Dever, O (registo em duplicado; publica-se?; onde?) publica-se; existem dois títulos com o mesmo nome: no Pico (Açores) e em Figueira da Foz (Coimbra)
Diário do Interior (publica-se?; onde?) grupo Diário de Coimbra; sai uma vez por ano
Gazeta de Lagoa (distrito Faro; publica-se?) publica-se
Jornal de Cascais (distrito Lisboa; publica-se?) publica-se
Jornal de Odivelas (distrito Lisboa; publica-se?) publica-se; não tem site
Jornal de Oeiras (distrito Lisboa; publica-se?) publica-se
Jornal de Santo Thyrso (distrito Porto; publica-se?) publica-se
Jornal de Vila do Conde (distrito Porto; publica-se?) publica-se
Jornal do Douro (distrito Viseu; publica-se?) publica-se
Jornal do Montijo (distrito Setúbal; publica-se?) informações contraditórias quanto à actual publicação/circulação
Mais Cascais (distrito Lisboa; publica-se?) publica-se
Maré Viva (distrito Aveiro; publica-se?) publica-se
Notícia do Entroncamento (distrito Santarém; publica-se?) publica-se
Nova Tribuna de Amarante (distrito Porto; publica-se?) em processo de cancelamento
Povo, O (não será antes o Jornal do Povo de Portugal?; publica-se?) publica-se; Braga
Semanário Cascais Oeiras (distrito Lisboa; publica-se?) publica-se
A Vida (publica-se?; onde?) cancelado; Açores

Agradecido pelo seu tempo e contributo(s) 🙂

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Tecnologia, produtores e produto

O último será sempre o reflexo dos anteriores. Certamente serão raras, muito raras mesmo, as redacções que não têm acesso à internet, correio electrónico… Computadores terão todas. E jornalistas?

Estamos rodeados de tecnologia, desde os bolsos daquilo que vestimos aos espaços onde trabalhamos. Falemos do campo do jornalismo que usa a Internet para “recolher, construir e publicar conteúdos notíciosos”, o ciberjornalismo, assim definido por Ramón Salaverría (2005). Podemos ter todo o equipamento necessário para o fazer, porém, será suficiente? É como os jornais, em papel, que fazem mudanças gráficas. De que adianta se as redacções estão cada vez mais vazias de profissionais e repletas de estagiários ou não-jornalistas?

Importa parar e pensar no assunto, na linha do que diz Salaverría na entrevista que concede ao jornal La Vanguardia: “La información digital camina hacia los dispositivos móviles”. Ou ainda o seu artigo ¿Ciberperiodismo sin periodistas?

Recordo ainda a conclusão a que chegamos, sobre a utilização dos redes sociais por 27 cibermeios iberoamericanos: “deslumbramento”. É assim que vivem e é assim que continuarão a viver. Foi assim com a Internet, está a ser com as redes sociais online e também já com os dispositivos móveis, como refere Salaverría.

E esse fascínio parece-nos uma consequência natural daquilo que se passa fora das reccções, na sociedade. Veja-se o fenómeno que é quando surge um novo iPad, por exemplo? “Quero um iPhone”, como há dias ouvi de um jornalista. Mas para quê? Será que pretende dar uso a todas as suas potencialidades? E saberá quais são?

Em tempos, Helder Bastos transmitiu aqui a ideia que a tecnologia andava mais depressa que o jornalismo e que este teria alguma dificuldade em adaptar-se. Diremos que serão sobretudo os media e os seus actores, aqueles que estão mais directamente envolvidos na produção noticiosa. Essa, será sempre um reflexo da gestão que os jornalistas e os media fizerem da sua formação, papeis, recursos e práticas.

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Jornalismos e mais jornalismos

Nacional, regional, local, hipelocal, cívico, público, de proximidade… Há conceitos para todos os gostos. Então se passarmos para o digital, é só acrescentar “web” ou “ciber” antes de cada um e temos mais um rol deles. No fim, falamos de jornalismo. É assim que o entendo, ainda que esteja actualmente metido numa “guerra” – importada de Espanha – que dá pelo nome de ciberjornalismo de proximidade (forma de rapidamente “recortar” em que campo do jornalismo nos situamos).

Um reforço desta ideia de que no fim de contas é de jornalismo que falamos, são os argumentos do director do Jornal do Fundão, Fernando Palouro, em mais uma sessão do Projecto Jornalismo e Sociedade.

“(…) porque é que se sublinham conceitos de jornalismo cívico, jornalismo de causas, quando isso faz parte da própria essência do jornalismo? Se o jornalismo de proximidade tem alguma virtuosidade é falar dos problemas das pessoas! Se o jornalismo tem a ver com o interesse público, então ele é por natureza cívico!”

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Jornalistas fechados “na sua torre de marfim”

O Futuro do Jornalismo esteve em debate na UBI, enquadrado no projecto Jornalismo e Sociedade, sobre o qual já aqui falamos. Dos apontamentos de João Canavilhas sobre essa iniciativa, “roubo” alguns excertos:

Mais uma vez se constatou que os cidadãos querem participar, mas os jornalistas e as empresas de comunicação têm dificuldades em integrá-los num espaço que reclamam apenas para si. Comentar, sim. Mais do que isso, não.

(…) Se os alertas e a redistribuição das notícias já têm processos estabilizados – através de email e das redes sociais – a actualização de notícias, geralmente pela correcção ou introdução de novos dados, fica-se pelos espaço de comentários e raramente é incorporada na notícia porque, como alguém dizia no já referido evento, “os jornalistas fecham-se na sua torre de marfim”.

Nem por acaso, surgiu recentemente o fixmedia.org, serviço que tem por objectivo ajudar no processo de participação do cidadão nos média.

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“Parece que eles estão com uma crise de identidade…”

É aos jornalistas que Adelino Gomes – também ele jornalista – se refere.

Ver ainda Portugal discute os média e o jornalismo.

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