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O júri (da esquerda para a direita): Xosé López Garcia (U. Santiago de Compostela), Luís António Santos (U. Minho), Pedro Jerónimo (autor), Gonçalo Peixoto e Vilas-Boas (U. Porto), Helder Bastos (U. Porto), Fernando Zamith (U. Porto) e Óscar Mealha (U. Aveiro)

O júri (da esquerda para a direita): Xosé López Garcia (U. Santiago de Compostela), Luís António Santos (U. Minho), Pedro Jerónimo (autor), Gonçalo Peixoto e Vilas-Boas (U. Porto), Helder Bastos (U. Porto), Fernando Zamith (U. Porto) e Óscar Mealha (U. Aveiro)

“Aprovado com distinção por unanimidade! Não há mais do que isto :)” As palavras finais do júri coroaram um percurso que me deu particular gozo percorrer e ainda mais numa defesa pública que superou largamente as expectativas iniciais. Não só ao nível do desempenho do candidato, como também em relação às intervenções do júri. Como alguém disse e bem, “este é um momento privilegiado para discutir a ciência”. E assim foi.

Sobre a tese propriamente dita (Ciberjornalismo de proximidade: A construção de notícias online na imprensa regional em Portugal), partilho, para já, o resumo:

Em cerca de duas décadas, a Internet teve implicações, não só na forma de comunicar, como também na de pesquisar informação. E se durante anos isso se fazia a partir de um qualquer computador, atualmente são os dispositivos móveis que assumem protagonismo. As próprias relações sociais começam, em parte, a ocorrer online. Dos cidadãos aos média.

A adoção da Internet por parte do jornalismo levou a que os primeiros discursos emanados da investigação científica fossem considerados, mais tarde, como deterministas. Seguiram-se estudos feitos a partir das redações online, mais descritivos do que interpretativos. Também eles com discursos de deslumbramento em torno da tecnologia.

É a partir de um ainda curto trajecto do ciberjornalismo em Portugal que surge a necessidade de procurarmos ir mais além do que o monitor, seguindo assim as pisadas de quem já começara a estudar, a partir de dentro, redações online. Porém, dado o quase completo desconhecido em torno das práticas nos média regionais, nomeadamente na imprensa, começamos por partir à descoberta do ciberjornalismo de proximidade. Origens, evolução e produção. Prosseguimos com um estudo de casos, considerando a etnografia da produção. O acompanhamento da construção de notícias online e dos fatores que a determinam foi antecedido por um olhar ao percurso histórico e evolução do RegiaoDeLeiria.pt, Reconquista.pt e OMirante.pt.

A partir deste trabalho concluímos que: o percurso do ciberjornalismo de proximidade em Portugal é marcado por práticas primitivas, assentes na transposição de conteúdos do meio tradicional; as notícias são o principal conteúdo publicado; a presença da hipertextualidade, multimedialidade e interatividade é residual ou inexistente; e a cultura de produção para o meio tradicional, os recursos humanos e o tempo são os principais fatores que determinam as rotinas de produção de notícias online. A Internet é cada vez mais usada na imprensa regional, porém, em rotinas relacionadas com a pesquisa e a comunicação. Os jornalistas estão, em parte, cada vez mais fixos à secretária.

Tese disponível no Repositório da Universidade do Porto.

Quanto a este blogue, vai entrar em pausa para reflexão. Veremos o que se lhe seguirá. Falamos depois…

Actualizado com o resumo da tese, a 28 de Janeiro (17h15); com o acesso integral a 25 de Maio (12h03).

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Sobre Pedro Jerónimo

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